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    Não há pérola mais rara



    E o assunto do dia...

    ... ainda é Michael Jackson. Por onde passo o assunto é sempre o mesmo, e a trilha sonora também!

    ai, ai...



    Escrito por Aninha Santos às 16h24
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    Enquanto isso na terra do "Maior São João do Mundo" ...

    Gente, eu gostaria de não postar esse texto, simplesmente porque em minha módica opinião o fato que o motivou nunca deveria ter acontecido. Aqui, em Brasília, vejo muito mais respeito à arte e à cultura nordestina do que jamais vi na minha linda Campina. Lamentável, mas real. Até, até.

    Conceito de cultura por Pimentel Filho

    (Escrito por Tiago e distribuído via e-mail) 


    O que é cultura afinal?  Este é apenas um dos muitos conceitos indefiníveis das ditas ciências sociais. Porém o vereador eleito pelo voto legítimo e democrático do povo conseguiu desferir um duro golpe à esta indefinição que perdurou durante décadas. “Cultura é tudo aquilo que seja comercial e que proporcione dinheiro à indústria cultural e à cultura de massa”.

     

    Fazemos música própria no intuito de promover uma crítica ao status quo que impera em nossa massificada e descaracterizada cultura popular. E que importa isso ao público?

    Fomos retirados do palco na metade da quarta música, pois, de acordo com o nosso vereador Pimentel Filho, nós não tocamos música digna da festa que ele e seu grupo promovem na cidade de Galante.


    O que é cultura afinal? Aqui não estou para criticar tal pessoa ou tal grupo político por sua mediocridade e incompetência na hora de promover “cultura”. Isto vai dirigido à vós, eleitores, incompetentes, analfabetos políticos e culturais. Vós elegeis este antro de perversidade contra a manifestação do que realmente emana do espírito musical. Vós, eleitores, opróbrios, elegeis a morte de nossa cultura, escolheis a putrefação da última centelha de cultura popular, preferis o nada a dizer do que ao dizer algo.

     

    O que é cultura afinal? Se estamos sendo governados pela fezianeidade de espíritos nefastos é pelo motivo de vossa burrice. Encharcais o rabo de álcool, ergueis vossas bandeirolas e colais vossos adesivos em vossos carros em uma tentativa última de superação da vossa demência. Votais, irmãos eleitores, na fecalidade do medo da perseguição política, pois não há mais nada a fazer. Ignorais o próximo, pois o próximo já se faz morto em vossas bocas ideologicamente estúpidas.


    O que é cultura afinal?  Pobre vereador. Um analfabeto cultural. Estudo não faz mal a ninguém. Porém, como em toda democracia pedante, podemos votar e ser votados. Eis a liberdade irmãos! Vos dou os grilhões fantasiados de liberdade, fantasiados de democracia. Pois sim irmãos, votais na merda, pois vós mereceis a merda que tragam.


    O que é cultura afinal?

     



    Escrito por Aninha Santos às 12h30
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    Nossas verdades absolutas

    Passamos grande parte da nossa vida acreditando em coisas e tentando convencer as outras pessoas que as coisas que acreditamos são a mais pura expressão da verdade. Essas pessoas também têm suas opiniões e também passam toda a vida tentando convencer os outros que a sua visão é a verdade universal. Assim nascem os evangélicos, os budistas, os católicos, os comunistas, os neoliberais, os rubro-negros, os vascaínos, os tricolores, os chocólatras, os advogados, os jornalistas e os céticos.

    Deveria haver um motivo para escrever isso hoje -- um gancho como diríamos no jornalismo -- mas não há. Simplesmente estou pensando no mundo, nas pessoas, nos conceitos e pensando que na verdade, na verdade não sabemos nada!

    E o que eu quero com tudo isso?!

    A Paz Universal!



    Escrito por Aninha Santos às 17h52
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    Sem assunto

    Hoje não tenho vontade nenhuma de postar poesia, nem de dizer alguma coisa específica, embora meu pensamento gire em torno da morte do Michael Jackson e de toda espetacularização de seu velório; que passe pela situação de retrocesso em Honduras que nos deixa em suspense perguntando qual será o próximo capítulo, e da vontade de viver do vice presidente José Alencar que entra e sai de hospitais com frequencia, passa por um tratamento sério e difícil e mesmo assim sempre volta com um sorriso no rosto, com vontade de trabalhar e ainda oferecendo um "ombro amigo" a quem precisar.

    Abri o blog hoje sem assunto nenhum para postar. Apenas com uma necessidade de vir aqui e escrever que, apesar da dor, estamos vivos, afinal. 



    Escrito por Aninha Santos às 11h02
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    Dia de muito estudo

    Sábado tumultuado. Gastei a manhã inteira na construção de um ante-projeto de pesquisa. Finalizei tranquila e satisfeita. E só por hoje eu não deixei de atualizar meu blog.  Em homenagem as meus leitores queridos, Vinícius de Moraes - O dia da criação...

    I

    Hoje é sábado, amanhã é domingo
    A vida vem em ondas, como o mar
    Os bondes andam em cima dos trilhos
    E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

    Hoje é sábado, amanhã é domingo
    Não há nada como o tempo para passar
    Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
    Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

    Hoje é sábado, amanhã é domingo
    Amanhã não gosta de ver ninguém bem
    Hoje é que é o dia do presente
    O dia é sábado.

    Impossível fugir a essa dura realidade
    Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
    Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
    Todos os maridos estão funcionando regularmente
    Todas as mulheres estão atentas
    Porque hoje é sábado.

    (...)



    Escrito por Aninha Santos às 13h31
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    Recesso forçado.

    Se não fossem os meus leitores fiéis minha Paraíba Vermelha teria realmente criado teias de aranha. Estive trabalhando um pouco e passando por muitas coisas novas. Algumas tristes, outras normais. Meu coração anda pesado com a dor de pessoas que amo e não consegui absorver por completo as boas notícias que chegam a toda hora.

    Ando triste e me sentindo culpada pela tristeza. Saudade. Banzo. Melancolia. Depressão. Não sei o nome do que se passa em meu peito, mas preciso dizer que no meio desse turbilhão de emoções me vejo comovida com a vontade de viver de quem já perdeu tantas coisas: a visão, os movimentos, parte do pé... Tantos problemas que o meu avô querido resume numa única frase:

    ___ Só perco a alegria de viver quando eu morrer, porque aí vou fazer festa no céu!

    Volto as atividades normais a partir de hoje.  Quem quiser conferir o resultado das produções do último intervalo é só acessar: www.esporte.gov.br

    Até logo.



    Escrito por Aninha Santos às 22h05
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    Pelo menos ELA está trabalhando...



    Escrito por Aninha Santos às 14h22
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    Protesto em ritmo junino

    Esse mês até protesto aqui em Brasília tem que ser a caráter...



    Escrito por Aninha Santos às 15h31
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    Marina nasceu!

    Eu estou longe, mas meu coração está lá, do ladinho dela, batendo junto.  É como se pudesse vê-la, com seus olhinhos negros e cabeludinha tal,qual a mãe quando nasceu há pouco mais que duas décadas.

    Ah vontade de atravessar em segundos essa distância e pegar no colo minha primeira sobrinha, essa  menininha que assim como João, vem perpetuar a memória das pessoas mais maravilhosas que já passaram por esse mundo: Dona Zilda e Seu Beto.

    Salve 23 de junho, dia em que chegou Marina, dia que fez de Ana Márcia uma mulher!



    Escrito por Aninha Santos às 16h29
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    Em Campina é feriado

    O auge da festa junina... Em Brasília não é feriado, mas tem festa pra caramba! Eu até escrevi sobre isso, preciso pegar no outro computador. Tentarei publicar ainda hoje.

    Mas o motivo da minha alegria é outro, festa particular: Minha primeira sobrinha está para chegar! Que seja bem vinda e leve sempre com ela a felicidade que trouxe para nós.

    Até até.



    Escrito por Aninha Santos às 11h42
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    Para o domingo: poesia sertaneja!

    São João Sertanejo

    Manoel Messias Belizario Neto
    João Pessoa - PB

    Quando eu tive no sertão
    Na casa de vó Maria
    Era tempo de São João
    Tempo de muita alegria.
    A gente tomava banho
    com uma cuia de cabaça,
    Quando tinha gia e rã
    Na cacimba era uma graça.

    E quando era de noite
    A gente se reunia
    Pra brincar de cai no poço
    De passeio e de cutia.
    Brinca de roda e anel
    Era tão boa a folia!
    E de galhinho de amor,
    Meu coração sofredor
    Por alguém já se roía.

    Era funaré danado
    Quando a chuva caía:
    Nós corríamos nas matas,
    Por onde o córrego seguia,
    Nós pescávamos traíra,
    Curimatã e piaba
    Pra de noite em fogo à lenha
    A gente comer assada.

    Então com os açudes cheio
    Nós andavamos de canoa.
    A mata cinza era verde,
    Êta que vidinha boa!
    E aos domingos nós íamos
    Visitar muitas pessoas,
    Gente que pisava milho
    Ainda em meus ouvidos,
    Àquela batida soa.

    Assim chega o grande dia
    A noite tão esperada,
    Na casa da Vó Maria
    A banda já se instalava.
    Eu olhava para as serras
    Pras veredas encravadas.
    A mata tão colorida,
    Que tanta gente bonita,
    Que pro forró já chegava.

    Então foi às sete horas
    Que a sanfona começou.
    A fogueira estalava,
    No terreiro, sim senhor.
    O povo todo dançando,
    Gonzagão a entoar.
    Êta que festança boa,
    Eu gritava pras pessoas
    Quero me mudar pra cá.



    Escrito por Aninha Santos às 14h34
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    Mais lenha para a fogueira (ou mais diplomas para a fogueira)

    Quero ser Juiz de Direito

    Sem exigência de diploma

    Gadelha Neto, jornalista

     

     

    A decisão do STF, que dispensa o diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, me abre um mundo novo: a possibilidade de ser Juiz de Direito e, quem sabe, até alçar voo rumo ao próprio Supremo.

    Sim, porque a decisão deixou claro que a minha profissão não exige diploma porque não são necessários conhecimentos técnicos ou científicos para o seu exercício. Disse mais: que o direito à expressão fica garantido a todos com tal “martelada”.

    Tampouco a respeitabilíssima profissão de advogado e o não menos respeitável exercício do cargo de juiz pressupõem qualquer conhecimento técnico ou científico. Portanto me avoco o direito (e, mesmo, a obrigação), já que assim está decidido, de defender a sociedade brasileira diante dos tribunais e na própria condução de julgamentos.

    Além de ser alfabetizado e, portanto, apto a ler, entender, decorar e interpretar nossos códigos e leis, tenho 52 anos (o que me dá experiência de vida e discernimento sobre o certo e o errado) e estudei – durante o curso de jornalismo (!) – filosofia, direito, psicologia social, antropologia e ética – entre outras disciplinas tão importantes quanto culinária ou moda: redação em jornalismo, estética e comunicação de massa, radiojornalismo, telejornalismo, jornalismo impresso etc.

    Com essa bagagem e muita disposição, posso me dedicar aos estudos e concorrer às vagas de juiz pelo Brasil afora, em pé de igualdade com os colegas advogados. Também posso pagar e me dedicar aos cursos especializados em concursos públicos para o cargo, se eu julgar necessário. E não é justo que me exijam, em momento algum, qualquer diploma ao candidatar-me ao cargo.

    Afinal, se a pena de um jornalista não pode causar mal à sociedade (!!?), a de um juiz também não teria este poder de fogo. As leis – e elas são justas em si – existem para serem cumpridas e cabe a um juiz, tão somente – usando da simplicidade do STF – seguir a “receita de bolo” descrita pelos nossos códigos. Assim sendo, um juiz não pode causar mal algum a ninguém, se seguir, estritamente, o que determina a lei. Concordamos?

    Data venia, meus colegas advogados, por quem nutro o devido respeito (minha mãe, cunhada, irmão e sobrinha – por favor, compreendam), quero ser juiz porque é um direito meu, assegurado pelo STF, e o salário de jornalista não está lá estas coisas.

    ***

    Update Texto originalmente publicado em http://amblogmeioambiente.blogspot.com



    Escrito por Aninha Santos às 12h28
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    Gilmar Mendes: MEDO, MUITO MEDO!

    Acabo de ler mais uma pérola do presidente do supremo na Agência Estado:

     

    “O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse hoje, em São Paulo, que a decisão de derrubar a exigência de diploma de jornalista, tomada pela Corte esta semana, deverá criar um ‘modelo de desregulamentação’ das profissões que não exigem aporte científico e treinamento específico. ‘A decisão vai suscitar debate sobre a desregulamentação de outras profissões. O tribunal vai ser coerente e dirá que essas profissões podem ser exercidas sem o diploma.’ Há, segundo o ministro, vários projetos sobre o tema no Congresso, que, se chegarem ao STF, terão a mesma interpretação dada à questão do diploma de jornalismo.

    ‘A regulamentação, se for o caso, será considerada inconstitucional’, afirmou o presidente do STF. Mendes esclareceu que, a partir de agora, o registro de jornalista no Ministério do Trabalho ‘perdeu o sentido’, assim como todos os outros aspectos que regulamentavam a profissão. ‘O registro não tem nenhuma força jurídica. O ministro também disse ‘não ser viável juridicamente’ a elaboração de uma nova lei pelo Congresso exigindo diploma, como sugeriu o ministro das Comunicações, Hélio Costa”.

     

    Alguém me explica, por favor, como esta criatura chegou a presidente do supremo?! O homem está absolutamente na contramão do clima progressista que tem rondado o Brasil.

     

    Os primeiros fomos os jornalistas. Quem serão os próximos?



    Escrito por Aninha Santos às 15h38
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    Cinema

    Budapeste poderia ser um álbum de fotografias

    Sou uma apaixonada pelo cinema nacional. Desde as boas risadas com Narradores de Javé até as dúvidas existencias com Meu nome não é Johnny sempre preferi as produções nacionais. Foi com esse espírito e com a expectativa de ver uma obra do Chico Buarque traduzida para o cinema que fui assistir Budapeste, do Walter Carvalho, em cartaz no Cine Academia 9. Péssima idéia!

    A maioria dos atores é superficial, não passa verdade. A exceção de uma participação minúscula do Paulo José, os atores brasileiros pareciam temer a câmera, impostavam a voz de forma estranha, aparentavam representação.  Horrível!  A trilha sonora é ruim, não casa com a maioria das cenas e uns lances de mau gosto fazem o filme parecer um recorte de um desses trashs da década de 80. Isso sem falar nas apelativas cenas de sexo e de nu feminino, sem a menor sensibilidade, sensualidade ou coisa que o valha. Deselegante!

    A fotografia no entanto é impecável. Belas cenas, contraste de cores, movimento de câmera que deixa a sensação de dualidade e angústia vivido pelo personagem principal. A brincadeira com o Chico Buarque aparecendo para pedir autógrafo ao José Costa tem seu charme e a dúvida sobre a autoria do livro foi uma sacada interessante. Fora isso Budapeste poderia ser um álbum de fotografias. Não perderia nada!

     

    Apenas o fim pode ser um ótimo começo!

    Pena que essa produção está disponível apenas para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Uma  pena mesmo! O filme de Matheus Souza, estudante de cinema da PUC/RJ, é impecável e original. Gostoso de ver, Apenas o fim  retrata fielmente uma geração com seus medos, seus desejos, suas particularidades...

    Filmado com um orçamento de oito mil reais - arrecadado com uma rifa de uísque - utilizando equipamento emprestado da faculdade e tendo um elenco composto por amigos de amigos do diretor, o filme tem como único cenário o campus da PUC Rio mas esbanja criatividade na fotografia e abusa dos ângulos e efeitos de edição sem perder o bom gosto.

    Diálogos engraçados e tiradas surpreendentes prendem a atenção do espectador e formam um casamento perfeito com a trilha sonora. Filme adorável, bem que poderia ser o começo de uma nova forma de fazer cinema no Brasil. Espontâneo, real e de qualidade!

    Update: www.apenasofimfilme.com.br

    E para deixar vocês com água na boca...

      



    Escrito por Aninha Santos às 12h42
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    Escrito por Aninha Santos às 10h21
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