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Não há pérola mais rara Feliz Natal
Escrito por Aninha Santos às 20h54 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Para que não se perca... Quero uma casca, me fechar num ovo Escrito por Aninha Santos às 17h16 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Sobre um medo que me consome.
Marina tem dois anos. É uma menina linda, inteligente, sorriso que desmonta qualquer criatura. Há muito tempo Marina sabe o que é dor. Suas primeiras brincadeiras seguem a rotina médica que no último ano fez parte do seu cotidiano, do nosso cotidiano na busca de um diagnóstico. Quando nossas forças pareciam acabar os amigos (sempre eles!), garantem uma perspectiva em Recife. E foi no IMIP ( Instituto Materno Infantil de Pernambuco), que Marina recebeu finalmente um diagnóstico e um tratamento. Nos corredores do hospital, nas salas de espera, nos gramadinhos dos jardins minha irmã e a pequena Marina conheceram a solidariedade e ouviram histórias mais tristes, mais sofridas que a delas; e ouviram finais felizes, e receberam sorrisos de esperança e muito em breve serão mais uma história bacana no acervo daquele hospital pernambucano. Daqui dois dias minha Marina Morena estará nas mãos da equipe da cirurgia do IMIP. E eu escrevo esse texto para tentar acalmar um coração que insiste em não se aquietar. Eu escrevo para tentar concretizar a energia boa da acolhida de Thaís, do empenho do Dr. Giliatt Falbo, do carinho das secretárias da superintendência que viraram “amigas” da nossa pequena, da presteza do dr. Alex Caminha... (deve haver tanta gente mais nesse processo que só acompanho à distância). O medo, esse covarde que nos tira a vida, ameaçando bagunçar o coreto. E eu, tentando distrair meu egoísmo, me esforçando para pensar que tem outros corações apertados, tem outros frios na barriga e tem, principalmente, um futuro lindo esperando minha pequena e seu sorriso encantador. Tem ela lambuzada de chocolate, experimentando novos sabores, desvinculando prazer de dor. Eu vejo minha moreninha seguindo em frente nessa arte de fazer nossas vidas mais bonitas. Aí eu mando o medo e a angústia embora. Ai eu luto com unhas e dentes para que ele não volte. Escrito por Aninha Santos às 19h58 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Eu de volta... Poeminha de passado Escrito por Aninha Santos às 17h01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Guerrilha do Araguaia - uma luta que não acabou! Escrevi a pedido da Fundação Maurício Grabois. Compartilho com vcs. Beijocas. Aninha
Torturados do Araguaia recebem apoio da OAB A narrativa impressiona, emociona, revolta. Na busca por justiça os representantes dos camponeses torturados na Guerrilha do Araguaia repetem incansavelmente, nos mais diversos fóruns, as histórias de desrespeito, tortura e negligência. Na tarde desta terça-feira (7), a luta dos torturados no Araguaia ganhou um importante aliado: a Ordem dos Advogados do Brasil.
Representantes da Associação dos Torturados na Guerrilha do Araguaia (ATGA), foram recebidos pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, na sede do Conselho Federal da OAB, em Brasília. O grupo falou sobre a suspensão pela Justiça Federal ― por representação do deputado Jair Bolsonaro- PP/RJ ― dos benefícios aprovados pela Comissão da Anistia, para 45 camponeses da região do Araguaia. As indenizações foram aprovadas pelos danos, sobretudo materiais, sofridos durante as quatro campanhas do Exército que dizimaram a guerrilha comandada pelo PCdoB no Araguaia. Esses camponeses comprovaram que os poucos bens que possuíam como plantações, criações, equipamentos agrícolas, foram destruídos pelas forças de segurança à época. Os relatos O ex-deputado federal Aldo Arantes (PCdoB/GO), membro do Grupo de Trabalho Araguaia, do Ministério da Defesa, também participou da reunião e ajudou a mediar o debate. Arantes abriu o encontro e introduziu o tema, destacando que a pauta deveria abordar a questão jurídica, sem deixar de lado os problemas concretos que os atingidos no Araguaia sofreram e sofrem em suas vidas. José Moraes, ou Zé da Onça como é mais conhecido o presidente da ATGA, expôs a situação de violência moral a que estão submetidos os camponeses anistiados. Ele explicou que as operações no Araguaia duraram até 1975 e lembrou que quando os militares chegavam usavam de extrema violência para obrigar as pessoas a dizer onde estavam os guerrilheiros, mesmo que não soubessem nenhuma informação. Os guias também eram obrigados a mostrar os locais. O clima era de medo e insegurança. As casas e objetos eram queimados, as pessoas mutiladas, mortas ou seriamente machucadas. Zé da Onça destacou que os camponeses vitimados pela ação dos militares estão doentes e morrendo sem assistência. Eles precisam dos recursos da anistia para ter, pelo menos, tratamento digno e apropriado. Ele se pergunta qual o motivo que impede os autores da ação de suspensão da anistia de conhecer in loco a realidade da região. “Porque que os advogados do Bolsonaro não foram até o Araguaia para ver a realidade, as pessoas queimadas, as mãos calejadas antes de entrar com esse processo?” Sezostrys Alves da Costa, tesoureiro da ATGA, ajudou a reconstituir a história da luta dos camponeses e destacou o papel da Comissão da Anistia, que foi até a região para ouvir os relatos daquela população. Ele falou sobre a sensação de segurança e a esperança que estas ações trouxeram às vítimas e ressaltou a seriedade do trabalho desenvolvido pelo grupo. Militares Raimundo Melo, da Associação dos Ex-combatentes do Araguaia, também fez depoimento sobre a ação militar na época e a dificuldade de organização dos ex-combatentes devido a repressão e tentativas de intimidação que ainda acontecem. Ele relatou casos de estupro de crianças e idosas, de extermínio de agricultores e casos de prisão e tortura. Um caso em particular chamou a atenção dos presentes: o relato de tortura de um camponês no qual passaram açúcar em todo o corpo e jogaram em um formigueiro. A vítima em questão era o pai de José Moraes, presidente da ATGA. Raimundo explicou que militares eram treinados para exterminar as pessoas e que frequentemente sofriam castigos físicos, destacando que tem conhecimento de pelo menos 13 militares que morreram em conseqüência de tortura. “Eles treinavam na gente e depois praticavam no pessoal de lá e do PCdoB”, afirmou. Apoio da OAB O presidente da OAB ouviu todos os relatos com bastante atenção e opinou que seria um passo importante para a humanização da justiça se o juiz pudesse fazer uma vistoria no local, conhecer as pessoas envolvidas no processo e ouvir os seus depoimentos. Ophir Cavalcante disse que a OAB estudará providências e por meio de sua Comissão Nacional de Direitos Humanos deverá aprofundar as discussões e investigações em torno dessas revelações. De imediato o assunto será incluído na pauta da entidade e os veículos de comunicação darão atenção especial ao tema como forma de ampliar a divulgação da causa. “Eu gostaria de tranqüilizar o povo do Araguaia e dizer que a OAB tem responsabilidade histórica com esse país. Por isso, dentro das nossas possibilidades, ajudaremos nesse processo. Não podemos viver com essa violência que se tenta exercer sobre o povo desse país”, assegurou Cavalcante. Presenças Também participaram da reunião o secretário-geral do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho; o membro honorário vitalício da entidade, Cezar Britto; o presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous; Pedro de Oliveira, da Fundação Maurício Grabois; Milton Alves, do Comitê Central do PCdoB, e os advogados da ATGA Cláudio Moraes e Ronaldo Fonteles.
De Brasília; Ana Cristina Santos Escrito por Aninha Santos às 19h56 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Sobre a arte de querer bem Aprendi uma coisa horrível. Aprendi a não desejar bom dia. Aprendi sem querer esse jeito de pronunciar palavras por educação ou polidez, sem naquela saudação deixar escapar nem mesmo um mínimo de energia positiva que contribua para deixar realmente bom o dia daquele indivíduo. Não gosto disso. Enquanto olhava as linhas lindas de Brasília a caminho do trabalho pensei que é possível que a gente não mude o mundo e que o mundo que mude a gente. Esse pensamento me deixou realmente chateada. Oras, será que um dia vou gritar e humilhar para impedir que descubram que não sei fazer alguma coisa, ou coisa nenhuma? Será que algum dia vou desdenhar dos diferentes para me certificar de uma possível superioridade de grupo ou de classe? Será que vou me relacionar com as pessoas pelo que elas têm e não pelo que elas são? Será que um dia vou ser capaz de qualquer atrocidade para manter uma imagem de alguém que não sou? Tenho medo de desaprender a ser gente, assim como desaprendi a desejar bom dia. Não quero me olhar no espelho e ser incapaz de saber que aquilo sou eu. Não quero vampirizar a energia, a criatividade, a alegria daqueles que estão ao meu redor. Quero continuar sendo eu, essa tonta cheia de sentimentos e de coração; que só tem para si mesma e para ofertar ao mundo um monte de letras digitadas com um tiquinho de dor. Quero ser eu mesma, meio falida, meio cansada, ficando velhinha e escrevendo no meu blog. Me avisem se te desejar bom alguma coisa e meu olho não estiver no teu, e se eu não tiver um sorriso idiota no rosto me lembrando que continua sendo muito melhor ser gente e estar viva. C’est fini. Escrito por Aninha Santos às 15h43 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Piada que manipula... Estudos comprovam que esse tipo de jornalismo (?!) policial desrespeita a legislação brasileira, os direitos humanos, o estatuto da criança e do adolescente. A ONG Cipó, da Bahia, tem um trabalho recente e interessante a respeito. Rende estudos e pede providências. É preciso se indignar, reagir. Não é possível educar nossos filhos aceitando como normal a violência, o desrespeito e o embrutecimento da nossa sociedade. Agora leiam o texto, uma denúncia atual e urgente de uma paraibana. PIADA QUE MANIPULA... A TV paraibana nunca foi tão ridicularizada. As mortes transmitidas das 12 às 13h, que já eram prato principal dos almoços de muitos paraibanos "vidrados" no correio verdade agora estão do jeito que o jornalismo imprudente sempre sonhou: as pessoas riem da desgraça alheia e a bandidagem ainda vira melô, hit musical... Pois é, as novas celebridades do jornalismo local não são reconhecidos por seu trabalho sério e competente em informar...não são visto pelo Brasil como repórteres que elevam a Paraíba...são reconhecidos em toda a parte, mas, como o próprio Portal Correio anunciou em 2010, " Agora, toda a Paraíba vai ver e conhecer a força, a alegria e a irreverência de Samuca Duarte e Emerson Machado." É mesmo uma pena que estivessem falando de um programa policial... Sucesso no you tube, orkut e afins, a "dança do mofi" é unanimidade: agrada tanto aos cidadãos de bens quanto aos bandidos. As crianças, incentivadas até mesmo pelos pais, colocam a camisa na cabeça e com os braços para trás dançam e aumentam a popularidade do jornalismo que todas as tardes ri da falta de consciência de uma população que já acostumada com a impunidade, resolveu aceitar que ela virasse piada. Tratados como "amigos" (já que são a audiencia), os criminosos até gostam das brincadeiras, afinal de contas, nem é assim tão grave o que eles fazem... Para mim, parecia que já tinham usado e abusado de todas as armas do sensacionalismo, mas mostraram que não: no dia 31 de março o telejornal foi transmitido em pleno Mercado Público de Mangabeira, e é claro, com direito a palco e plateia. A cada notícia de mais uma entrada no Hospital de Emergência e Trauma ou de uma briga em bar que acabava em morte, uma música era tocada pela banda que estava participando do Caravana da Verdade. Lágrimas, perdas e outras tristezas que merecem respeito (seja por quem for), viraram show. Um show desejado e aclamado por muitos telespectadores. Ah, a ideia contraditória e doentia da contratação da banda foi anunciada no prórpio Portal Correio, com as seguintes palavras:" A Banda Identidade Baiana realizará um show para animar ainda mais o evento, das 11h às 14h." Samuka Duarte, Emerson Machado ( Mô- fi), Marcos Antonio (O Àguia), Josenildo Gonçalves (O Cancão da Madrugada) e toda a equipe de edição do Correio Verdade conseguem, dia após dia, tornar animadas as refeições de paraibanos que não se importam em almoçar frente às cenas de corpos perfurados e poças de sangue humano. Creio que não conseguem, com a mesma eficácia, tornar menos dolorosa a sina de uma mãe que sente a dor de ter um filho que agora é presidiário, de parentes de uma criança que morreu acidentalmente ou de um pai, que vê seu filho destruído pelas drogas, morto e servindo de audiência para um programa de humor chamado Correio Verdade. Não sou jornalista. Sou nutricionista, mas antes disso, cidadã. Incomodada com o desprezo explícito à vida humana senti a obrigação de pedir a todos os meus contatos que repensem seus valores de respeito e dignidade à vida sempre que pensem em assistir esse e outros programas que indiquem sinais tão fortes de insulto a nós, telespectadores. Insulto a nossa capacidade e direito de exigir jornalismo de qualidade em palavras e atitudes. Se concorda, repasse o email. Quanto mais as pessoas se conscientizarem dos "pequenos" males que nos envolvem com graça e alguns risos com gosto de sangue, mais chance teremos de exercer e usufruir daquilo que chamamos de cidadania. Merecemos mais respeito. Escrito por Aninha Santos às 12h09 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Eu, intérprete. Eu paraibaníssima, com marido paulista e filho candango passo por esse problema que aparece no vídeo o tempo inteiro. Situações comuns: Eu falo eles não entendem. As pessoas falam eles me olham esperando tradução. Boa parte das conversas, até mesmo aqui em casa, precisam de intérprete. Ritmo, regionalismo, vícios de linguagem. Um país, uma língua, mil sotaques. Bonito demais! Para além curtam o vídeo que é, de fato, uma gracinha. Beijocas da múmia. PS: A múmia, da beijoca, sou eu tá? Escrito por Aninha Santos às 00h35 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Um banco no caminho* Acredito na política como único caminho para a solução dos problemas da humanidade. Não acredito nas pessoas que roubam esperanças. Não acredito nas pessoas que se aproveitam da boa vontade, da boa fé dos homens de bem. Acredito na política como único caminho para a solução dos problemas da humanidade. Nesse caminho cheio de pedras que escolhi trilhar não me faltaram as quedas, tal qual criança aprendendo a andar. Um pouco de choro, um pouco de dor e a busca incansável pela emoção de experimentar ficar firme no próximo passo. Não permito que roubem meus sonhos. Um pouco de mim ficou em cada centímetro dessa já considerável trajetória. Olho o futuro. Nego a realidade. Choro ao ver o noticiário. Edito um site. Organizo um blog. Escrevo um release. Produzo um artigo. Vendo letras, frases, sentenças. Compartilho ideias. Discuto planos. Me percom em lágrimas. Não acho a porta. Fecho janelas. Acho crianças. Não permito que roubem meus sonhos. E nessa utopia que é o meu real sigo guardando o que há de mais precioso em mim. E sei que há iguais. E me sinto feliz por somar, por ser mais um seguindo em frente, ignorando a alma revolta que insiste em deixar o corpo para alçar vôos mais felizes. É bom saber que não estou só, que sempre haverá alguém que se preocupa em construir um banco para aquela senhora descansar um pouco até ter condições de seguir o seu caminho. *De uma história contada pela deputada Manuela D' ávila sobre a deputada Luciana Santos, ambas do PCdoB Escrito por Aninha Santos às 17h31 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Um dia feliz! Não vou falar muito, mas tenho o maior prazer de recomendar esse texto da minha irmãzita, Ana Karine, graduanda em Psicologia e uma pessoa Feliz. Enjoy!! *** Era um dia feliz de faxina, sozinha, a boca machucada, doendo, e um toró pronto pra cair... Não me pergunte como, mas nesse ínterim comecei a pensar sobre a insatisfação, a alegria (e a falta dela). Tantas reclamações guardadas e ditas, pensadas e confirmadas... e aquele anjo que eu sonhei,e o escuro que ficou depois que ele foi embora, e tanta coisa, tanta coisa...e a angústia, a maldita angústia que geralmente vem encoberta de maus pensamentos e seguido de choro e depressão. Droga de Dia Feliz!!! ...Errado! De repente lembrei de minha mãe, assim do nada. E dos domingos em que ela ainda estava comigo (conosco). E no lugar de tristeza eu simplesmente me enchi de alegria e abri um vinho. Tomei um gole do vinho, e continuei a lembrar de minha mãe... Falta alguma coisa... Música! Corri e convidei Tom e Vinícius, assim de cara, e Maria Rita, e Miúcha, e meu querido Chico... E assim foi. Quem me conhece só um pouco (e são muitos) vai dizer – ao ler isso – que sempre soube que eu era louca. Quem me conhece um pouco mais vai dizer que eu sempre soube me divertir ( e de forma bem peculiar); Porém, os quase nenhum que realmente me conhecem devem estar se perguntando como EU estou aceitando de tão bom grado uma alegria surgida assim do nada e sem me perguntar de onde, pra onde e principalmente PORQUÊ. Elementar meu caro amigo; eu estava me perguntando. E aí vai a resposta: No ano passado durante uma aula odiosa, Deus se fez presente e, num diálogo despercebido, surge o grande clareamento (que eu já desconfiava muito, muito): Que as pessoas não morrem, ao menos não na sua essência. E que por isso eu sempre a tinha tão tão perto de mim! Sabe um dia eu sonhei, já faz tempo, que mainha me ajudava a educar meu filho. “Que sonho, ela não está mais aqui.” Minha mãe sempre soube educar e cuidar. Na mesma intensidade que ela brigava, ela cuidava e amava... ah ela amava como ninguém jamais soube ou vai saber fazer igual... Muita coisa junta, né? Mas enfim, voltemos para a alegria do Dia Feliz. Pois bem, estava eu lá, tomando vinho, fazendo faxina e me enchendo de alegria ao cantar desafinadamente e a todo pulmão as minhas músicas preferidas. Lembrem-se vocês que era domingo e eu lembrava de minha mãe, e o mais importante: eu me perguntava de onde vinha toda essa alegria (e digo essa, mas poderia ser esta, já que permanece em mim). A resposta veio com a lembrança, primeiro, de uma dor tremenda: muitos aniversários meus, após a morte de minha mãe, onde a tristeza tomava conta de todo o meu dia, afinal, ele começava sem o parabéns de minha querida. Depois lembrei exatamente do jeito como ela era Feliz e como eram esses parabéns, e depois como eram tão poucas as coisas materiais, mesmo no aniversário,e tanta felicidade... e então eu ouvi aquela música que eu não sei mais qual era, e era domingo e eu acordei (mas fingi que ainda dormia) e fiquei apreciando Roberto Carlos cantar, acompanhado, é claro, por mainha, enquanto ela andava dentro do quarto (dela) e separava as roupas que íamos vestir, e preparava o café, e o cheiro de café, e o locutor apresentando o próximo bloco, e ela cantando e eu aguardando ela entrar no quarto e mandar todo mundo levantar, “que já é tarde”. É tudo realmente muito louco, e eu ainda não tinha tomado nem o segundo gole de vinho. Vocês podem ainda não ter entendido o que é que essa história quer dizer, e eu vou tentar explicar, já que, todo mundo sabe, não sou tão boa assim em me fazer entender. Ela – a minha mãe - consegue ainda hoje estar presente e me ensinar com todo o amor do mundo tanta coisa... Sempre esteve, como no dia que ficou bem nervosa por causa de uns fios em que eu estava mexendo, e ela me gritou que saísse dali. Mas eu só queria ajudar e ela não entendia!!! Fui lavar a louça, lá no quintal, pra poder chorar sem ela ver e reclamar. Droga! Ela veio atrás de mim! Ehr, foi engraçado, ela pegou o tamborete que ficava com a bacia de louça , sentou do meu lado e explicou que sabia que eu queria ajudar, e me disse coisas tão maravilhosas que só ela poderia ter dito. E eu não chorei mais, nem quando ela já estava bem doente... Ou quando eu de fato levei aquele choque... Quando essas coisas aconteceram eu era criança. Nesta época (não tão distante) só quem tinha CD era gente rica, pobre tinha um som que “pegava fita”, quem era muito pobre tinha um som com vitrola e ouvia discos de vinil. Nós tínhamos um som desses últimos aí, mas (se estiver enganada irmãs, me corrijam), minha mãe não tinha nenhum disco do Roberto Carlos, de quem era fã. E sabe quantas vezes eu ouvi ela reclamando disso??? NENHUMA. Só lembro da alegria que ela sentia de ter um programa na rádio TODO DOMINGO, onde ela poderia ouvir seu ídolo. Vocês entendem? Eu entendi.
Escrito por Aninha Santos às 11h03 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Sem modos As vezes vomito palavras. É descortês, mas ainda assim publico no meu blog... ________________ Quero um sonho que me acalente a alma Escrito por Aninha Santos às 15h30 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Dos desejos Por Oziella Inocêncio
E eu completaria: uma pessoa humana sensível, intensa e inteligente. Uma profissional dedicada, inventiva e competente. Sou fã! Abduzi o poema das colunas do Paraíba Online Escrito por Aninha Santos às 11h20 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Dia Nacional Contra a Intolerância Religiosa Hoje é dia de união, de professar a fraternidade e o respeito. Não posso escrever exclusivo para o blog, porque estou cheia de trabalho e inúmeras pautas para o Juventude (site do Conselho Nacional de Juventude), então vou aproveitar a pauta que fiz para o trabalho e compartilhar com vocês. Espero que curtam. Beijocas. Aninha
Nesta sexta-feira, 21/01, entidades de todo o país promovem atividades pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A Rede Ecumênica de Juventude (REJU), aproveitará a data para lançar uma campanha nacional com o objetivo de desenvolver reflexões, parcerias e ações com as juventudes visando a denúncia das intolerâncias e a convivência entre pessoas de diferentes credos e ideologias. Escrito por Aninha Santos às 13h23 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Promessas de Ano Novo Uma das minhas promessas de ano novo foi reclamar menos da vida, encarar o mundo de um jeito mais “Poliana”, olhar mais o lado bom das coisas. Acho que o destino me deu uma colher de chá e resolveu me testar já nas primeiras horas de 2011. Saí de 2010 e entrei no novo ano com uma baita infecção nas vias aéreas. Garganta, ouvidos e nariz; tudo doentinho. Por sorte a boca escapou e entre antibióticos e antiinflamatórios consegui engolir meu brinde de sidra, na boca da garrafa, como manda a mais antiga tradição das meninas que iam a pé para o Parque da Criança. Voltei para o exílio na madrugada do dia primeiro com uma plaquinha de “só viva” pendurada no pescoço. Encontramos a capital em festa e em chuva. Dormi praticamente todas as primeiras 24 horas de 2011. Sem sonhar e sem reclamar. E como o destino é insistente e gosta mesmo de dar chance para as pessoas cumprirem suas promessas, o primeiro telefonema encontra minha sobrinha-afilhada internada e a gripe, oportunista que é, abraçou Marido e Filho deixando todo mundo na base do remedinho. E entre chuvas e aperreios vou enfeitando o ano novo com as memórias da minha terra, da minha gente... Do meu vô que cultiva um bom humor vibrante em seu silêncio, da nova geração que enche a casa com suas fraldas e seus gritos e suas gracinhas, das bênçãos de minha vozinha quase centenária e sua energia vital infinita, das conversas com os amigos, dos sempre vizinhos, da sopa de d. Fátima, dos risos, das besteiras, das ruas de Campina, do centro da cidade... Tem como ser ruim não! Viva 2011, que venha com tudo! Escrito por Aninha Santos às 12h34 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Doenças Psiquiátricas: a outra ponta Por: Aninha Santos Estima-se que em todo o mundo mais de 400 milhões de pessoas tenha algum tipo de transtorno psiquiátrico, desde distúrbios leves e/ou temporários até casos mais graves e ainda sem cura como a esquizofrenia. Pesquisa da Associação Brasileira de Psiquiatria revela que 9% dos brasileiros apresenta algum tipo de transtorno mental grave. Essa é uma realidade pouco conhecida que ganhou popularidade a partir dos diagnósticos de depressão, mas ao contrário do que seria desejável a popularização do termo não trouxe conhecimento, antes disso "estar deprimido" tornou sinônimo de tristeza (justificada ou não), e até desânimo. Se por um lado médicos e especialistas se esforçam para qualificar os diagnósticos e tratamentos, na outra ponta o paciente luta com uma realidade de preconceito, desinformação e intolerância em um cenário onde a cura não aparece no horizonte. Aceitar e assumir o diagnóstico é a primeira -- e imensa -- barreira a ser transposta. É difícil aceitar que por mais que estude, se prepare ou medite você não tem o controle das suas reações ou emoções. A sensação de impotência e incapacidade é talvez a fase mais difícil desse período de "aceitação". "Eu tenho depressão!" - Depois do tormento em busca de outras alternativas médicas, circunstanciais ou espirituais, você acha que pronunciar a frase muda tudo. Dizer em alto e bom som "Tenho depressão" parece que vai redimí-lo, te trazer um pouco de paz, um pouco de cura. Como naquela dor de cabeça que ao ser reconhecida e devidamente medicada vai embora sem deixar vestígio. Longe disso! As medicações também são parte delicada do tratamento . Como não há um único tipo de depressão e nem um único tipo de reação orgânica encontrar o medicamento adequado ao transtorno e ao paciente pode ser um tarefa árdua. Os que têm mais sorte podem reagir ao primeiro contato com uma substância e fazendo uso dela prosseguir tranquilamente com sua vida. Para outros a rotina de enjôos, tonturas, sobrepeso, sonolência, cefaléia, tremores, insônia, reações alérgicas e a mudança contínuas de rótulos e caixas trazem a sensação de ser um rato em um laboratório. Nada comparável, no entanto, ao inferno de estar medicado e continuar tendo episódios recorrentes e cada vez mais intensos. Encontrar um médico que transmita confiança e segurança, em qualquer caso, é fundamental. O psiquiatra que explica sobre o tratamento, os efeitos colaterais, as alternativas caso algo dê errado, entre outros detalhes, é um parceiro que garante o ânimo necessário para continuar. A impressão que dá é que esse tipo de psiquiatra é um indivíduo que mesmo não sendo portador da doença, consegue ter noção da angústia e do vazio que os pacientes de depressão sentem. O vazio pode ser pior que qualquer dor e nada externo: nem todo amor, nem todo dinheiro, nem todo carinho, nem toda atenção são capazes de suprimir. Tentar falar a respeito também é bom. Encontrar um bom psicólogo, no entanto, é tarefa muito complexa. Existe a negativa do diagnóstico de depressão feito pelo psquiatra, o questionamento da necessidade de medicamentos, as diferenças na linha de terapia ou análise e, é claro, os preços das consultas e duração do tratamento. A combinação empatia+qualidadedoprofissional+aspectofinanceiro é certamente a fórmula mais difícil de ser ajustada. Àqueles que têm consciência de que é preciso, apesar de toda adversidade, enfrentar e lutar até o fim - até a cura - ainda têm pela frente inúmeras barreiras que embora mais sutis são bombas minando todo esforço cotidiano. Sem querer ser didática ou generalizar situações, e seguindo no espírito de observação e compartilhamento de opiniões que se pauta esse texto, seria interessante citar alguns exemplos. No convívio diário, família e amigos mais próximos a necessidade de respostas ou o monitoramento das ações aumenta a angústia do paciente. Por que você está triste? Por que quer se isolar? Por que não faz exercício... Por que, Por que... Não há respostas! Na maioria dos casos o próprio paciente já se repetiu essas perguntas à exaustão. Além disso o fato de que o paciente "não tem nada" (quando o paciente não está presente costuma ter "frescura") e que está precisando de Deus, de exercício físico, de se alimentar melhor, de arrumar ou hobbie (normalmente é falta do que fazer...) podem conferir grande sensação de desânimo. Por vezes o paciente larga tudo se mete numa igreja, academia ou curso de tricô para perceber, logo depois que o mal estar não era só abstinência e ser obrigado, ainda mais triste, a reconhecer que é preciso recomeçar o tratamento. No trabalho, rota comum de fuga para muitos pacientes, é difícil compreender as necessidades de pausa. Por mais que nos momentos de pico e auge de energia se produza incansavelmente, os colegas e superiores dificilmente aceitam os períodos de desatenção ou de rendimento mais baixo. Aceitar uma licença médica com código F -- independente da vergonha ou relutância do funcionário -- é combustível para as teorias mais loucas, baseadas no conceito de que "doente" deve estar na cama ou no hospital. Nas farmácias, além de preencher insanamente um milhão de informações e receitas, tem que enfrentar a cara dos farmacêuticos que depois de chamar um outro que chama mais um, atendem com cara de agentes da Polícia Federal prestes a enjaular um traficante de alta periculosidade. Será que é louca? Será que é viciada? Será que é traficante? Aqui, mesmo com desconhecidos, fica claro o quanto a pessoa com depressão fica suscetível aos rótulos. Por fim é difícil imaginar um paciente de depressão rindo da própria doença ou do tratamento. É difícil imaginar médico e paciente no consultório gargalhando com a hipotética propaganda de uma substância no You Tube. É difícil imaginar que as pessoas são doentes, mas não estão em crise o tempo inteiro. É preciso entender que apesar de invisível a depressão existe e mesmo ainda não tendo cura o tratamento para ela envolve ciência, conhecimento e aceitação social.
Leia mais sobre o assunto no site da Associação Brasileira de Psiquiatria - www.abp.org.br Escrito por Aninha Santos às 13h06 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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