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    Não há pérola mais rara



    Mais lenha para a fogueira (ou mais diplomas para a fogueira)

    Quero ser Juiz de Direito

    Sem exigência de diploma

    Gadelha Neto, jornalista

     

     

    A decisão do STF, que dispensa o diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, me abre um mundo novo: a possibilidade de ser Juiz de Direito e, quem sabe, até alçar voo rumo ao próprio Supremo.

    Sim, porque a decisão deixou claro que a minha profissão não exige diploma porque não são necessários conhecimentos técnicos ou científicos para o seu exercício. Disse mais: que o direito à expressão fica garantido a todos com tal “martelada”.

    Tampouco a respeitabilíssima profissão de advogado e o não menos respeitável exercício do cargo de juiz pressupõem qualquer conhecimento técnico ou científico. Portanto me avoco o direito (e, mesmo, a obrigação), já que assim está decidido, de defender a sociedade brasileira diante dos tribunais e na própria condução de julgamentos.

    Além de ser alfabetizado e, portanto, apto a ler, entender, decorar e interpretar nossos códigos e leis, tenho 52 anos (o que me dá experiência de vida e discernimento sobre o certo e o errado) e estudei – durante o curso de jornalismo (!) – filosofia, direito, psicologia social, antropologia e ética – entre outras disciplinas tão importantes quanto culinária ou moda: redação em jornalismo, estética e comunicação de massa, radiojornalismo, telejornalismo, jornalismo impresso etc.

    Com essa bagagem e muita disposição, posso me dedicar aos estudos e concorrer às vagas de juiz pelo Brasil afora, em pé de igualdade com os colegas advogados. Também posso pagar e me dedicar aos cursos especializados em concursos públicos para o cargo, se eu julgar necessário. E não é justo que me exijam, em momento algum, qualquer diploma ao candidatar-me ao cargo.

    Afinal, se a pena de um jornalista não pode causar mal à sociedade (!!?), a de um juiz também não teria este poder de fogo. As leis – e elas são justas em si – existem para serem cumpridas e cabe a um juiz, tão somente – usando da simplicidade do STF – seguir a “receita de bolo” descrita pelos nossos códigos. Assim sendo, um juiz não pode causar mal algum a ninguém, se seguir, estritamente, o que determina a lei. Concordamos?

    Data venia, meus colegas advogados, por quem nutro o devido respeito (minha mãe, cunhada, irmão e sobrinha – por favor, compreendam), quero ser juiz porque é um direito meu, assegurado pelo STF, e o salário de jornalista não está lá estas coisas.

    ***

    Update Texto originalmente publicado em http://amblogmeioambiente.blogspot.com



    Escrito por Aninha Santos às 12h28
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    Gilmar Mendes: MEDO, MUITO MEDO!

    Acabo de ler mais uma pérola do presidente do supremo na Agência Estado:

     

    “O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse hoje, em São Paulo, que a decisão de derrubar a exigência de diploma de jornalista, tomada pela Corte esta semana, deverá criar um ‘modelo de desregulamentação’ das profissões que não exigem aporte científico e treinamento específico. ‘A decisão vai suscitar debate sobre a desregulamentação de outras profissões. O tribunal vai ser coerente e dirá que essas profissões podem ser exercidas sem o diploma.’ Há, segundo o ministro, vários projetos sobre o tema no Congresso, que, se chegarem ao STF, terão a mesma interpretação dada à questão do diploma de jornalismo.

    ‘A regulamentação, se for o caso, será considerada inconstitucional’, afirmou o presidente do STF. Mendes esclareceu que, a partir de agora, o registro de jornalista no Ministério do Trabalho ‘perdeu o sentido’, assim como todos os outros aspectos que regulamentavam a profissão. ‘O registro não tem nenhuma força jurídica. O ministro também disse ‘não ser viável juridicamente’ a elaboração de uma nova lei pelo Congresso exigindo diploma, como sugeriu o ministro das Comunicações, Hélio Costa”.

     

    Alguém me explica, por favor, como esta criatura chegou a presidente do supremo?! O homem está absolutamente na contramão do clima progressista que tem rondado o Brasil.

     

    Os primeiros fomos os jornalistas. Quem serão os próximos?



    Escrito por Aninha Santos às 15h38
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    Cinema

    Budapeste poderia ser um álbum de fotografias

    Sou uma apaixonada pelo cinema nacional. Desde as boas risadas com Narradores de Javé até as dúvidas existencias com Meu nome não é Johnny sempre preferi as produções nacionais. Foi com esse espírito e com a expectativa de ver uma obra do Chico Buarque traduzida para o cinema que fui assistir Budapeste, do Walter Carvalho, em cartaz no Cine Academia 9. Péssima idéia!

    A maioria dos atores é superficial, não passa verdade. A exceção de uma participação minúscula do Paulo José, os atores brasileiros pareciam temer a câmera, impostavam a voz de forma estranha, aparentavam representação.  Horrível!  A trilha sonora é ruim, não casa com a maioria das cenas e uns lances de mau gosto fazem o filme parecer um recorte de um desses trashs da década de 80. Isso sem falar nas apelativas cenas de sexo e de nu feminino, sem a menor sensibilidade, sensualidade ou coisa que o valha. Deselegante!

    A fotografia no entanto é impecável. Belas cenas, contraste de cores, movimento de câmera que deixa a sensação de dualidade e angústia vivido pelo personagem principal. A brincadeira com o Chico Buarque aparecendo para pedir autógrafo ao José Costa tem seu charme e a dúvida sobre a autoria do livro foi uma sacada interessante. Fora isso Budapeste poderia ser um álbum de fotografias. Não perderia nada!

     

    Apenas o fim pode ser um ótimo começo!

    Pena que essa produção está disponível apenas para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Uma  pena mesmo! O filme de Matheus Souza, estudante de cinema da PUC/RJ, é impecável e original. Gostoso de ver, Apenas o fim  retrata fielmente uma geração com seus medos, seus desejos, suas particularidades...

    Filmado com um orçamento de oito mil reais - arrecadado com uma rifa de uísque - utilizando equipamento emprestado da faculdade e tendo um elenco composto por amigos de amigos do diretor, o filme tem como único cenário o campus da PUC Rio mas esbanja criatividade na fotografia e abusa dos ângulos e efeitos de edição sem perder o bom gosto.

    Diálogos engraçados e tiradas surpreendentes prendem a atenção do espectador e formam um casamento perfeito com a trilha sonora. Filme adorável, bem que poderia ser o começo de uma nova forma de fazer cinema no Brasil. Espontâneo, real e de qualidade!

    Update: www.apenasofimfilme.com.br

    E para deixar vocês com água na boca...

      



    Escrito por Aninha Santos às 12h42
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    Sem comentários



    Escrito por Aninha Santos às 10h21
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    Momento único e só meu

    Não gente, não quero revisar minhas metas de postagem. E sim, claro que tenho pautas. Só que, francamente, prefiro ver meu filhote demonstrando suas habilidades de judô do que ficar exercitando minhas habilidades com a escrita. O tempo que tenho com ele é tão pouquinho... daqui a pouco ele vai ser um adolescente e não vai querer mais minha atenção.  Desculpem mesmo, mas vou curtir o mais importante: esse momento!

    Antes de ir quero levantar a tese de hoje: o melhor dos blogs são os comentários.

    Beijos, comentem, tchaus!



    Escrito por Aninha Santos às 23h08
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    Coisa boa acontecendo em Campina

     

    Coisa boa acontecendo em Brasília

    Show com Chico César no Centro Cultural Banco do Brasil, às 17h, e entrada gratuita.



    Escrito por Aninha Santos às 11h12
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