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    Não há pérola mais rara



    Protesto em ritmo junino

    Esse mês até protesto aqui em Brasília tem que ser a caráter...



    Escrito por Aninha Santos às 15h31
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    Marina nasceu!

    Eu estou longe, mas meu coração está lá, do ladinho dela, batendo junto.  É como se pudesse vê-la, com seus olhinhos negros e cabeludinha tal,qual a mãe quando nasceu há pouco mais que duas décadas.

    Ah vontade de atravessar em segundos essa distância e pegar no colo minha primeira sobrinha, essa  menininha que assim como João, vem perpetuar a memória das pessoas mais maravilhosas que já passaram por esse mundo: Dona Zilda e Seu Beto.

    Salve 23 de junho, dia em que chegou Marina, dia que fez de Ana Márcia uma mulher!



    Escrito por Aninha Santos às 16h29
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    Em Campina é feriado

    O auge da festa junina... Em Brasília não é feriado, mas tem festa pra caramba! Eu até escrevi sobre isso, preciso pegar no outro computador. Tentarei publicar ainda hoje.

    Mas o motivo da minha alegria é outro, festa particular: Minha primeira sobrinha está para chegar! Que seja bem vinda e leve sempre com ela a felicidade que trouxe para nós.

    Até até.



    Escrito por Aninha Santos às 11h42
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    Para o domingo: poesia sertaneja!

    São João Sertanejo

    Manoel Messias Belizario Neto
    João Pessoa - PB

    Quando eu tive no sertão
    Na casa de vó Maria
    Era tempo de São João
    Tempo de muita alegria.
    A gente tomava banho
    com uma cuia de cabaça,
    Quando tinha gia e rã
    Na cacimba era uma graça.

    E quando era de noite
    A gente se reunia
    Pra brincar de cai no poço
    De passeio e de cutia.
    Brinca de roda e anel
    Era tão boa a folia!
    E de galhinho de amor,
    Meu coração sofredor
    Por alguém já se roía.

    Era funaré danado
    Quando a chuva caía:
    Nós corríamos nas matas,
    Por onde o córrego seguia,
    Nós pescávamos traíra,
    Curimatã e piaba
    Pra de noite em fogo à lenha
    A gente comer assada.

    Então com os açudes cheio
    Nós andavamos de canoa.
    A mata cinza era verde,
    Êta que vidinha boa!
    E aos domingos nós íamos
    Visitar muitas pessoas,
    Gente que pisava milho
    Ainda em meus ouvidos,
    Àquela batida soa.

    Assim chega o grande dia
    A noite tão esperada,
    Na casa da Vó Maria
    A banda já se instalava.
    Eu olhava para as serras
    Pras veredas encravadas.
    A mata tão colorida,
    Que tanta gente bonita,
    Que pro forró já chegava.

    Então foi às sete horas
    Que a sanfona começou.
    A fogueira estalava,
    No terreiro, sim senhor.
    O povo todo dançando,
    Gonzagão a entoar.
    Êta que festança boa,
    Eu gritava pras pessoas
    Quero me mudar pra cá.



    Escrito por Aninha Santos às 14h34
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